A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento
Mais uma vez, a Embrapa marca presença na Agrotins, uma das principais feiras agrotecnológicas do Norte do país. A empresa vai apresentar novidades em diferentes cadeias produtivas de valor. A participação se dará por meio de vitrine tecnológica, palestras e estande institucional. Neste ano, o evento vai de 12 a 16 de maio no Centro Agrotecnológico de Palmas, que fica no km 23 da Rodovia TO 050, entre a capital tocantinense e Porto Nacional. Na programação técnica da feira, a Embrapa estará em quatro discussões.
Na quarta-feira, 13 de maio, o debate será sobre a piscicultura familiar na região de Porto Nacional, envolvendo a caracterização da atividade, seus desafios e as possíveis soluções deles. Os pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) Ana Paula Oeda, Andrea Munõz, Adriana Lima, Manoel Pedroza e Leandro Kanamaru serão palestrantes. Eles abordarão as características gerais da atividade na região, o preparo de viveiros e as diferentes fases da criação, as estratégias de comercialização do pescado para os piscicultores familiares e boas práticas durante o processamento do pescado.
A realização desse debate é uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins) e a Embrapa. Está marcado para o período entre 13h45 e 17h15 no auditório do Ruraltins. Como nas demais atividades da Agrotins, a participação é gratuita e aberta a todos os interessados. O público prioritário esperado é formado por piscicultores familiares (não apenas da região que será tema das discussões) e técnicos que atuam com piscicultura familiar.
Já na quinta-feira, 14 de maio, a Embrapa estará na sétima reunião técnica sobre produção de peixes em tanques-rede nos reservatórios tocantinenses e no segundo encontro dos aquicultores do Tocantins. A reunião será na parte da manhã e o encontro à tarde, ambos marcados para o auditório do Pavilhão da Pesca e da Aquicultura. De manhã, os pesquisadores Flávia Tavares e Giovanni Moro vão falar sobre tecnologias para produção de peixes em tanques-rede. A Embrapa lançará tabela de alimentação para engorda da tilápia-do-Nilo em tanques-rede nas condições do Tocantins.
À tarde, os pesquisadores Leandro Kanamaru, Viviane Verdolin, Patricia Maciel e Adriana Lima estarão no encontro de aquicultores. Eles vão falar sobre industrialização de peixes nativos, biosseguridade na produção de tambaqui e integração de espécies. Tanto a reunião técnica como o encontro dos aquicultores são uma realização da Secretaria da Pesca e Aquicultura (Sepea) do Tocantins, contando com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Embrapa Pesca e Aquicultura, do Ruraltins e do Senar.
E a pecuária será tema de dois debates na tarde de sexta-feira, 15 de maio. Durante encontro dos produtores de leite do estado, o zootecnista da Embrapa Cláudio Barbosa vai falar sobre o Balde Cheio, programa de transferência de tecnologia em pecuária de leite presente em vários estados brasileiros. Ele coordena os trabalhos no Tocantins e no Sudeste paraense. O encontro vai acontecer das 14h45 às 17h15 no Auditório do Ruraltins, instituição que está realizando-o.
Das 13h30 às 18h30, no Auditório Jaburu, acontecerá simpósio sobre eficiência pecuária. Realizado em parceria pelo Sebrae e pela empresa privada Taura, vai reunir discussões sobre diferentes aspectos da pecuária de corte. Um deles é a pastagem como base da pecuária que dá lucro. O zootecnista da Embrapa Pedro Alcântara vai mostrar como esse aspecto é fundamental e está presente em propriedades rurais que participam do ABC Corte, programa de transferência de tecnologia em pecuária de corte liderado por ele no Tocantins, no Sudeste do Pará e no Nordeste de Mato Grosso.
Pedro é também chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura. Em sua visão, “a nossa presença na feira é muito importante para posicionar as nossas soluções tecnológicas para as diferentes cadeias produtivas do Tocantins. É o momento de mostrarmos a nossa cara, mostrar o que a gente faz, dar um retorno para a sociedade do que temos desenvolvido”.
Vitrine tecnológica e estande
Cultivares de amendoim, gergelim, mandioca e forrageiras, além de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), estarão à disposição dos visitantes na Vitrine de Tecnologias da Embrapa durante a Agrotins. Confira a relação de produtos: amendoim BRS 425 OL; gergelim BRS Anahí; mandioca BRS Formosa, BRS Mulatinha, BRS Caipira, BRS 401, BRS 397 e BRS 399; e forrageiras BRS Zuri, BRS Quênia, BRS Tamani e BRS Oquira.
Em seu espaço na feira, a Embrapa também vai reunir e apresentar informações sobre nutrição, sanidade, melhoramento genético, sistemas de produção e processamento, áreas essenciais para um boa produção de peixes. São aspectos a que o produtor precisa estar atento, atualizado e disposto a praticar em sua atividade. A metodologia para edição genômica de tambaqui é outro tema que os visitantes poderão conferir durante a Agrotins. A técnica vem sendo incrementada e utilizada em diferentes espécies animais e vegetais. Em peixes, a expectativa é de que ela ajude a vencer gargalos importantes para a produção, como a presença de espinhas intermusculares em formato de Y no tambaqui, principal espécie nativa brasileira.
No estande institucional, a Embrapa lançará duas publicações. Uma delas é o livro “O peixe vai à aula: receitas para a inserção do pescado na alimentação escolar”. Como o nome sugere, são divulgadas formas de utilizar o pescado na alimentação de estudantes, iniciativa que vem tendo boa aceitação. A expectativa é contribuir para que o peixe, alimento reconhecidamente saudável mas ainda pouco consumido de maneira geral no Brasil, possa estar mais presente nas cantinas escolares e fazer parte do dia a dia dos estudantes. Acesse o livro clicando neste link.
Na publicação, o chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura Roberto Flores afirma que “com o intuito de contribuir para o enfrentamento das barreiras associadas à inserção do pescado na alimentação escolar, este livro apresenta os resultados de uma iniciativa inovadora voltada à elaboração de preparações culinárias destinadas ao ambiente escolar, utilizando a carne mecanicamente separada (CMS) de peixe como matéria-prima. Trata-se de uma alternativa prática e segura, isenta de espinhas, de fácil preparo e com boa aceitação pelos estudantes, conforme evidenciado nos testes realizados pela equipe do projeto que compôs esta obra”.
A outra publicação é sobre uma tabela específica de alimentação para engorda de tilápia-do-Nilo em tanques-rede no Tocantins. Nela, são indicadas taxas que variam conforme a semana e o peso dos animais. O leitor tem acesso também a informações sobre boas práticas de alimentação: a importância de evitar sobras de ração nos tanques-rede; o uso de comedouros; horários adequados de alimentação; acompanhamento do desenvolvimento por meio de biometrias; e armazenamento correto da ração. O lançamento das duas publicações será às 08h30 da sexta-feira, 15 de maio, no estande da Embrapa na Agrotins. Na oportunidade, também haverá pré-lançamentos e assinatura de cooperações técnicas com parceiros.
O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura vê como positiva a multiplicidade de tipos de presença na feira, que inclui discussões técnicas, vitrine tecnológica, lançamentos e pré-lançamentos. Para ele, “essa variedade de atividades é boa porque conseguimos atender diferentes públicos (agricultura familiar, pequenos, médios e grandes produtores), com as diversas culturas que temos na nossa vitrine. Aproveitamos também o momento para ter presença institucional, para fazer lançamento e pré-lançamento de tecnologias e publicações”.
Clenio Araujo (MTb 6279/MG)
Embrapa Pesca e Aquicultura
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Investir em sementes certificadas e em novas cultivares não é luxo, mas uma estratégia vital para a sobrevivência no mercado. A adoção dessas tecnologias transforma os sistemas de produção.

Com a chegada dos métodos de irrigação pressurizada – pivô central, aspersão e gotejamento –, as pesquisas avançaram ainda mais. Azevedo lembra que o método por aspersão se tornou o mais recomendado para o Cerrado, por ter condições de atender grandes áreas com eficiência. O pivô central, explica Azevedo, alcança eficiência em torno de 85% e exige mínima mão de obra – uma única pessoa é capaz de cuidar de até quatro equipamentos, o que abrange mais de 450 hectares. No entanto, para frutas e hortaliças, a opção é pelos métodos de gotejamento e microaspersão, que permitem irrigações localizadas, com eficiência acima de 90%.
Associada a outras práticas culturais, a tecnologia de irrigação permite a obtenção de até 85% de cerejas do café no momento da colheita, resultando em substancial ganho em qualidade do café e em uma economia de mais de 30% de água e energia usadas na irrigação. Tal economia se mostra ainda mais importante ao se considerar que ela ocorre exatamente no momento em que outras culturas competem por esses insumos.